sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

LANÇAMENTO

Livro “A mulher sem túmulo”
Autora: Nilze Costa e Silva
A escritora cearense Nilze Costa e Silva lança no próximo dia 26, às 19h30min, no Espaço Multicultural Armazém da Cultura, o livro "A mulher sem túmulo", vida romanceada da beata Maria de Araújo, protagonista dos chamados milagres de Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1889. Em comunhões ministradas pelo Padre Cícero, a hóstia teria virado sangue na boca da beata.O livro tem orelhas assinadas pela escritora Ana Miranda, que encarnou o papel de Maria de Araújo no filme "Padre Cícero: Os milagres de Juazeiro" (1975), de Helder Martins, e a apresentação da obra será feita pelo escritor e cineasta Rosemberg Cariry.O Espaço Multicultural Armazém da Cultura fica na Rua Jorge da Rocha, 154 – Aldeota, entre as ruas José Vilar e Silva Paulet.Mais informações: Nilze Costa e Silva, escritora - (fone: 85 8643 8887 85 8643 8887 / 3241 0201)
Fonte: Agência da Boa Notícia

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA
BIBLIOTECA PÚBLICA GOVERNADOR MENEZES PIMENTEL


24/02/10- Quarta-Feira
14h às 17h - Contação de Histórias, a grande aventura do Livro no Setor Infantil (agendamento com a Márcia pelo telefone 3101.2549)
14h às 17h - Oficina de Papel Machê (Setor Infantil – inscrição e agendamento com Márcia pelo telefone 3101.2549)
14h às 15h: Visitação guiada com o grupo Dona Zefinha ( Agendamento com Simone Freire pelo telefone 3101-2548)
15h30m: Lanche ( Salão de Eventos)
16h: Palestra: Laços afetivos de leitura ( Grupo Famílias Leitoras)

25/02/10- Quinta- Feira
14h às 17h - Teatro Mágico Para Crianças no Setor Infantil (agendamento com a Márcia pelo telefone 3101.2549)
14h: Oficina de Confecção de Livros Infantis ( Agendamento com Simone Freire pelo telefone 3101-2548)
15h: Palestra: “Degradação do Papel: causas e soluções” com Márcia Lessa Historiadora e restauradora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)(agendamentos com Juliana pelo telefone 3101.2545)
15h: Exposição dos equipamentos do Laboratório de Restauração da BPGMP- Setor de Restauração.

26/02/10- Sexta- Feira
14h às 17h - Contação de Histórias, a grande aventura do Livro no Setor Infantil (agendamentos com a Márcia pelo telefone 3101.2549)
14h às 17h - Oficina de Papel Machê (Setor Infantil – inscrição e agendamento com Márcia pelo telefone 3101.2549)
14h: Oficina de Confecção de livros Infantis ( Agendamento com Simone Freire pelo telefone 3101-2548)
09h às 17h – Campeonato de Dominó em Braille no Setor Braille ( agendamento com Veleda pelo telefone 3101-2553)

Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel
Av. Presidente Castelo Branco, 255, Centro
Fone: (85) 3101.2548 (Raquel Lima)
Informações e sugestões: bibliotecacultural@secult.ce.gov.br

DIÁRIO DO NORDESTE

BATISTA DE LIMA.
26/1/2010

Glória de vida longa
Uma pessoa com cento e dois anos é uma pepita que se encontra no meio desse garimpo humano padronizado e sarado em academias. No meu caso, no entanto, não foi preciso ir muito longe para encontrar essa raridade, tendo em vista que ela era familiar e com a qual mantive contato desde a minha mais tenra idade. Trata-se de Glória Pereira de Lima, ou Glorinha. (...) Mulher com esse nome é fadada à vida longa. É como se "ficasse para semente".Uma estatística do IBGE, divulgada há pouco, apontava para pouco mais de quinze mil pessoas, em todo o Brasil, com mais de cem anos. Esse número despencava pela metade ou mais, quando se tratava daquelas com mais de cento e um, e muito mais diminuía, quando se referia às pessoas com mais de cento e dois anos. Segundo se afirma, menos de cinco mil estão com essa idade. Cada uma dessas pessoas é uma joia rara que se encontra no meio de um mundo hoje todo de jovens, onde toda a indústria cultural, todos os holofotes da mídia estão voltados para a juventude.Uma pessoa com cento e dois anos é uma pepita que se encontra no meio desse garimpo humano padronizado e sarado em academias. No meu caso, no entanto, não foi preciso ir muito longe para encontrar essa raridade, tendo em vista que ela era familiar e com a qual mantive contato desde a minha mais tenra idade. Trata-se de Glória Pereira de Lima, ou Glorinha. Daí se concretiza a pregação, também do clã, de que nome ideal para se colocar numa criança do sexo feminino é de Glória ou Vitória. Mulher com esse nome é fadada à vida longa. É como se "ficasse para semente".O caso de Glorinha é curioso. Nasceu a 17 de dezembro de 1907, em um sítio chamado Baixio Verde, em Lavras da Mangabeira. Ainda garota mudou-se para outro sítio próximo, chamado Bom Lugar, e quando casou-se em 1929 foi morar em outro sítio chamado Barra. Esteve grávida 18 vezes e hoje há dez de seus filhos vivos, tendo o mais velho já a idade de 80 anos. Passou 73 anos casada com Raimundo Nonato Costa, e é porque Nonato é do Latim "nonatus", não nascido. Imagine-se se fosse apenas Raimundo Nato da Costa.Descendente de cristãos novos, o casal sempre manteve uma prática religiosa devotada a São Sebastião, padroeiro do distrito de Mangabeira, São Raimundo Nonato, padroeiro de Várzea Alegre e São Vicente Ferrer, padroeiro de Lavras. É tanto que ao se falar em sua biografia, os familiares retornam no tempo para dizer que o casal quando nasceu, numa diferença de alguns dias, o papa era Pio X, o bispo do Ceará era Dom José Joaquim Vieira, o vigário de Lavras era Monsenhor Miceno Clodoaldo Linhares.O mundo político da época se apresentava com Afonso Pena como Presidente da República, Nogueira Acióli como Governador do Ceará e Gustavo Augusto de Lima como Prefeito de Lavras da Mangabeira. Essa situação histórica é para esclarecer que Glorinha nasceu na República Velha, passou pelo Estado Novo, entrou na República Nova, cruzou a ditadura e chegou à era Lula. Testemunhou o sofrimento dos nordestinos em secas como as de 1915, 1919, 1932, 1942 e 1958. Mas também assistiu a grandes enchentes, como a de 1916, quando uma verdadeira tromba d´água despencou sobre o sítio Baixio Verde, arrombou o grande açude que seus ancestrais construíram e que mesmo arrombado, ainda sangrou três dias, como reza a lenda.Esses fatos narrados demonstraram que uma pessoa que passou por todos esses momentos é um monumento da memória oral. Sua vivência no tempo do cangaço, do fanatismo de Juazeiro, com sua crença no Padre Cícero, esteve viva na lembrança. Todo esse patrimônio adquirido é um livro aberto para a memória.Essa longevidade de Glorinha é algo contagiante e hereditário. Outra Glória sua prima também passou dos cem anos. Uma outra contraparente sua e que ajudou na criação de seus filhos, e que tem por nome Raimunda Oliveira, hoje reside em Santa Helena, Goiás, e já ultrapassou os 104 anos. Todas essas senhoras fazem parte de uma estirpe de mulheres determinadas, vocacionadas para matriarcas, fortes diante das intempéries do meio em que vivem. Conviveram com um mundo de penitentes, profetas, miçangueiros, violeiros, rabequeiros, curadores e vaqueiros.Toda a região onde nasceu ainda guarda recordações dos grupos de penitentes de Joaquim Mergulhão, Arlindo Geraldo e de Chiquinho de Manu, e parece ainda ouvirem o tilintar das disciplinas e o canto lamurioso nas noites da Semana Santa. Os vendedores que se hospedavam em sua casa eram seu Rufino, Manuel das cordas, Zé Alves e Seu Zacarias. Eram ambulantes que traziam mercadorias de Juazeiro e vendiam pelas ribeiras. Eram andarilhos que traziam também notícias frescas e às vezes até pediam paga por alvíssaras.Essa longevidade desperta a curiosidade de quem a conheceu. Por isso vem logo a pergunta: qual a receita para se viver tanto? Entre as suas muitas práticas estão: a alegria constante, a hospitalidade, o amor às plantas e às flores, a decoração, a vivacidade e a arte de conversar. Conversar muito com muitas pessoas, bem à vontade. Tornar o ambiente em que vive muito alegre e descontraído, e principalmente ter esperança. Depois crer em Deus, em Nossa Senhora e em todos os santos. Participar de novenas, leilões, quermeces, renovações, coroações, desobrigas, casamentos, batizados, crismas e festas juninas.Personagens como Glorinha escrevem nossa história sem assinar embaixo. Constroem casas viradas para o nascente, produzem filhos, que produzem netos, que produzem... Votam, rezam, sonham, cantam, choram quando é preciso, suam, sangram, creem em Deus e nos homens, amam a pátria, lavram a terra, cultivam a honestidade e vão passando sem registro na história oficial, que só tem olhos para aqueles que tudo fazem para tirar algum proveito de tudo isso.No último dia 17, com cento e dois anos e um mês de vida, Glorinha foi convocada para outra dimensão, para, com sua experiência de vida, contribuir na proteção desse mundo tão conturbado, e em especial por nós nordestinos, filhos deste Brasil de caboclo, de mãe Chica e pai João.

Aberta as Inscrições da Feira da Musica de Fortaleza

Com exceção de grupos e artistas solo de Fortaleza (CE), neste momento a secretaria geral recebe material do interior do Ceará, dos demais Estados do Brasil, de países da América Latina e do mundo. As inscrições poderão ser feitas até 19 de Março, através do envio dos documentos necessários
A Feira da Música de Fortaleza (CE) abre inscrições para grupos e artistas solo interessados em se apresentar na nona edição do evento em 2010. Até 19 de Março, a secretaria geral recebe material de todo o Ceará (com exceção de Fortaleza), dos demais Estados do Brasil, de países da América Latina e do mundo. A exclusão da capital cearense neste primeiro momento não é por acaso: em breve, os músicos de Fortaleza poderão enviar seus materiais para participar das prévias que acontecerão com a realização de shows pré-Feira em abril, maio e junho – antecedendo a IX edição, programada para o período de 18 a 21 de agosto. Os grupos e artistas solo interessados podem participar da seleção reunindo os documentos necessários da seguinte forma:
- Preencher a ficha de inscrição - disponível para baixar no site oficial da Feira (
www.feiradamusica.com.br) – e imprimir;
- Incluir mapa de palco e uma ficha técnica com o nome dos integrantes e respectivas funções, incluindo produtor, se houver;
- CD de áudio – contendo mínimo de três faixas autorais;
- CD-R com breve release do grupo (ou artista solo) e fotos de divulgação (em alta resolução) ambos em formato digital;
- Reunir todos os itens e enviar para a Associação dos Produtores de Discos do Ceará (ProDisc), no endereço Rua Engenheiro Plácido Coelho Júnior, 180A, Vicente Pinzón, Fortaleza (CE) – Cep 60181-055. Outras informações sobre o envio: (85) 3262.5011 ou
secretaria@feiradamusica.com.br

IX Edição - Consolidada como um dos maiores encontros de música e negócios do Brasil, a Feira da Música de Fortaleza entra na expectativa para a realização de sua nona edição com o respaldo das edições anteriores. A Feira acontece desde 2002 e, em 2009, apresentou resultados mais concretos e conseguiu estabelecer um padrão elevado.
Ano passado, o evento reuniu mais de 40 mil visitantes, foi sede de um encontro importante para a fundação da Rede Música Brasil (RMB), implantou a moeda complementar “Patativa” na recepção dos convidados – sinalizando com a forte tendência de se trabalhar a cadeia produtiva da música à base da economia solidária. E ainda fechou com os seguintes indicadores, levando em consideração todas as edições de 2002 até cá:
* Participação de 3600 músicos;
* 612 shows realizados;
* 48 palcos armados;
* 560 expositores;
* 1500 colaboradores diretos e indiretos;
* 200 mil pessoas que circularam em função do evento;
* 2000 produtores, gestores, estudantes, professores, técnicos e interessados se encontraram em função de negócios e processos de aprendizado;

Para 2010, a organização da Feira da Música sinaliza para novos focos de atuação, com “um olhar para o Nordeste” e “outro para a América Latina”. Ambas as visões têm a perspectiva de articulações para a integração do mercado da música a nível regional e continental, respectivamente.
Outra nova proposta para a IX edição, além da realização de seletivas para a escolha das bandas de Fortaleza (CE) que farão shows nos palcos da Feira, é a criação de um Conselho Consultivo que irá acompanhar a organização. Um olhar externo sobre como o comitê gestor - composto por produtores culturais locais, consultores e jornalistas - está trabalhando e pensando o evento.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quem deve cuidar do Planeta? - Por Leonardo Boff

Um teólogo famoso, no seu melhor livro – Introdução ao Cristianismo – ampliou a conhecida metáfora do fim do mundo formulada pelo dinamarquês Sören Kirkegaard, já referida nesta coluna. Ele reconta assim a história: num circo ambulante, um pouco fora da vila, instalou-se grave incêndio. O diretor chamou o palhaço que estava pronto para entrar em cena que fosse até à vila para pedir socorro. Foi incontinenti. Gritava pela praça central e pelas ruas, conclamando o povo para que viesse ajudar a apagar o incêndio. Todos achavam graça pois pensavam que era um truque de propaganda para atrair o público. Quanto mais gritava, mais riam todos. O palhaço pôs-se a chorar e então todos riam mais ainda. Ocorre que o fogo se espalhou pelo campo, atingiu a vila e ela e o circo queimaram totalmente. Esse teólogo era Joseph Ratzinger. Ele hoje é Papa e não produz mais teologia mas doutrinas oficiais. Sua metáfora, no entanto, se aplica bem à atual situação da humanidade que tem os olhos voltados para o pais de Kirkegaard e sua capital Copenhague. Os 192 representantes dos povos devem decidir as formas de controlar o fogo ameaçador. Mas a consciência do risco não está à altura da ameaça do incêndio generalizado. O calor crescente se faz sentir e a grande maioria continua indiferente, como nos tempos de Noé que é o “palhaço” bíblico alertando para o dilúvio iminente. Todos se divertiam, comiam e bebiam, como se nada pudesse acontecer. E então veio a catástrofe.

Mas há uma diferença entre Noé e nós. Ele construiu uma arca que salvou a muitos. Nós não estamos dispostos a construir arca nenhuma que salve a nós e a natureza. Isso só é possível se diminuirmos consideravelmente as substâncias que alimentam o aquecimento. Se este ultrapassar dois a três graus Celsius poderá devastar toda a natureza e, eventualmente, eliminar milhões de pessoas. O consenso é difícil e as metas de emissão, insuficientes. Preferimos nos enganar cobrindo o corpo da Mãe Terra com band-aids na ilusão de que estamos tratando de suas feridas.

Há um agravante: não há uma governança global para atuar de forma global. Predominam os estados-nações com seus projetos particulares sem pensarem no todo. Absurdamente dividimos esse todo de forma arbitrária, por continentes, regiões, culturas e etnias. Sabemos hoje que estas diferenciações não possuem base nenhuma. A pesquisa científica deixou claro que todos temos uma origem comum pois que todos viemos da África.

Consequentemente, todos somos coproprietários da única Casa Comum e somos corresponsáveis pela sua saúde. A Terra pertence a todos. Nós a pedimos emprestado das gerações futuras e nos foi entregue em confiança para que cuidássemos dela.

Se olharmos o que estamos fazendo, devemos reconhecer que a estamos traindo. Amamos mais o lucro que a vida, estamos mais empenhados em salvar o sistema econômico-financeiro que a humanidade e a Terra.

Aos humanos como um todo se aplicam as palavras de Einstein: “somente há dois infinitos: o universo e a estupidez; e não estou seguro do primeiro”. Sim, vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez. Não é estúpido e insano que 500 milhões sejam responsáveis por 50% de todas as emissões de gases de efeito estufa e que 3,4 bilhões respondam apenas por 7% e sendo as principais vitimas inocentes? É importante dizer que o aquecimento mais que uma crise configura uma irreversibilidade. A Terra já se aqueceu. Apenas nos resta diminuir seus níveis, adaptarmo-nos à nova situação e mitigar seus efeitos perversos para que não sejam catastróficos. Temos que torcer para que em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro não prevaleça a estupidez mas o cuidado pelo nosso destino comum.

Leonardo Boff é autor de Opção-Terra. A solução para a Terra não cai do céu, Record 2009.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

HOUVE UM NATAL - Por Emerson Monteiro

Não sei precisar com exatidão a época, se aos meus 11 ou 12 anos, quando, na noite de Natal, recebi três livros, presentes de Papai Noel, que vieram no meio da madrugada embrulhados em papéis coloridos, embaixo da rede. Eram parte de uma série para a juventude, da Editora Melhoramentos, exemplares de encadernação azul, ilustrados com o primor de belos desenhos. Dos títulos, lembro bem, “Por mares nunca dantes navegados”, uma adaptação de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões; “Vinte mil léguas submarinas”, de Júlio Verne; e “As aventuras de Robin Hood”, da lenda inglesa dos tempos heróicos da Inglaterra.
Com tais obras, vivi momentos deliciosos, na casa onde morava com meus pais, no Bairro Pinto Madeira, em Crato. O bangalô, construído ainda na década de 40 por “Seu” Pergentino Silva, denominava-se Vila Daïro; possuía andar térreo e um segundo pavimento rodeado e encimado por lajões de cimento armado. Nessa casa, passei, com a família, 12 anos inesquecíveis. Ao centro de ampla área, cercava-se de mangueiras, sirigueleiras, pinheiras, goiabeiras, etc., e dispunha, em sua fachada principal, da sombra frondosa de enorme timbaúba, que nos agraciava com generosa folhagem e canto dos mais variados pássaros.
No andar superior, quase todo deserto, habitávamos eu e meu irmão mais velho, Everardo, às vezes sequenciados pelos irmãos de minha mãe, Nairton, Neimann e Nirson, que se demoravam algum tempo a estudar em Crato. Ali permanecíamos quase todo o dia, depois das aulas, a ler e escutar rádio.
A propósito desses presentes e de outros que, às vezes, retornam às minhas recordações dos Natais, quando ouço críticas à figura de Papai Noel, que deixaria para tantas mentalidades, durante a fase natalina, em segundo plano a pessoa de Jesus, o Mestre Divino, indago comigo mesmo o que há de errado de alguém existir como o bom velhinho que distribui lembranças, a simbolizar a alegria e a felicidade. Multidões esquecidas no decorrer de todo o ano, quando, por ocasião do Natal, acontece de merecer das suas mãos alguns brindes, em alusão ao aniversário de Jesus.
Quero crer, por isso, na dupla figuração do ícone Papai Noel, que, além de movimentar as vendas nos finais de ano, pela satisfação que pode ocasionar, seja também o espírito da bondade em ação, mais parecido com o sentimento de doação e fraternidade que percorre o mundo nesta doce temporada da humanidade cristã.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CONGRESSO DA LINGUA PORTUGUESA EM BRASILIA

PROGRAMAÇÃO

Dia 19/11/09 (quinta-feira)


Às 1930 horas

SOLENIDADE DE ABERTURA

Local: MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA

Esplanada dos Ministérios

Ministro Fernando Haddad

Dia 20/11/09 (sexta-feira)

Às 9 horas

Palestra: A LÍNGUA PORTUGUESA E A CIBERNÉTICA

Palestrante: Magnífico Reitor José Romualdo Degasperi – UCB

Moderador: professor Virgilio Pereira Almeida- Diretor do Curso de Letras

Debates: 09:20 às 09:30 horas.

Às 09.30 horas

Palestra: A LÍNGUA TRANSPORTA VALORES

Palestrante: Professor Adriano Moreira- Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.

Moderador: José Carlos Gentili – Presidente da Academia de Letras de Brasília

Debates: 09:50 às 10 horas


Às 10 horas

Palestra: A LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL

Palestrante: Professor Cícero Sandroni – Presidente da Academia Brasileira de Letras

Moderador: Acadêmico Adirson de Vasconcelos

Debates: 10:20 às 10:30 horas

Ás 10:30 horas

Palestra: ACORDO ORTOGRÁFICO

Palestrantes: Professor João Malaca Casteleiro- Academia das Ciências de Lisboa

Professor Evanildo Cavalcante Bechara- Academia Brasileira de Letras

Moderador: Professora Maria Zélia Borges / Universidade Mackenzie de São Paulo.

Final dos debates: 11 horas

Às 14 horas

Palestra: UNIVERSO ESTRATÉGICO DA LÍNGUA

Palestrante: Embaixador Jerônimo Moscardo – MRE ( Fundação Alexandre de Gusmão)- Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais

Moderador: Acadêmico Sérgio Couri

Debates: 14:20 às 14:30 horas

Ás 14.30 horas

Palestra: LIBRAS – LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

Palestrante: Diretor Geral Marcelo F. Vasconcelos Cavalcanti

INES- (Instituto Nacional de Educação de Surdos)

Moderador: Acadêmico Raul Canal

Debates: 14:50 às 15 horas

Às 15 horas

Palestra: O BRAILE E O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Palestrante: Diretora Geral Érica Deslandes Magno Oliveira

IBC – Instituto Benjamin Constant

Moderador: Acadêmico Innocêncio Viegas

Debates: 15:20 às 15:30 horas


Às 15:30 horas

Palestra: CAPACITAÇÃO DA DOCÊNCIA

Palestrante: Stella Maris Bortoni Ricardo-COLIP (Comissão da Língua Portuguesa.

Moderador: Acadêmico Iran de Lima

Debates: 15:50 às 16 horas

Às 16 horas

Palestra: A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNIDADE EUROPÉIA

Palestrante: Senador Cristovam Buarque

Moderador: Acadêmica Edylcéa Nogueira De Paula

Debates: 16:20 às 16:30 horas

Às 16:30 horas

Palestra: O BRASIL E A CPLP

Palestrante: Deputado Federal José Fernando Aparecido de Oliveira

Moderador: Acadêmico William de Carvalho

Debates: 16:30 às 17 horas

DIA 21 (SÁBADO)

Às 9 horas

Palestra: A PROTEÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL À LÍNGUA PORTUGUESA

Palestrante: Subprocurador Geral da República Adalberto Nóbrega

Moderador: Romildo de Azevedo – Vice-Presidente da ACLEB

Às 09:30 horas

Palestra: O PAPEL DA MÍDIA NA DIFUSÃO DA LÍNGUA

Palestrante: TV Globo/ Alexandre Garcia

Moderador: Acadêmico Ulisses Riedel

Debates: 09:50 às10 horas

Às 10 horas

Palestra: ENSINO A DISTÂNCIA - UMA PRIORIDADE NACIONAL

Palestrante: Celso José da Costa – Diretor de Educação à Distância- CAPES/MEC

Moderador: Acadêmico Ático Vilas Boas

Debates: 10:20 às 10:30 horas


Às 10:30 horas

Palestra: A LÍNGUA PORTUGUESA NO FUTURO

Palestrante: Professor emérito Wamireh Chacon – Universidade de Brasília

Moderador: José Carlos Gentili – Presidente da Academia de Letras de Brasília

Debates: 10:50 horas às 11 horas

Às 11 horas

ENCERRAMENTO DO CONGRESSO




Informações e Inscrições: Fone: (61) 3448-7250

Campus II UCB, SGAN 916 – Módulo B, sala 128

CEP 70790-160 – Brasília – DF

Email: clpbras@gmail.com

Secretário: João Maia

www.acleb.org.br